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Estamos perdendo a nossa capacidade pensar criticamente?

“Critical thinking is purposeful and reflective judgment about what to believe or what to do in response to observations, experience, verbal or written expressions, or arguments. Critical thinking might involve determining the meaning and significance of what is observed or expressed, or, concerning a given inference or argument, determining whether there is adequate justification to accept the conclusion as true. Hence, Fisher & Scriven define critical thinking as “Skilled, active, interpretation and evaluation of observations, communications, information, and argumentation.” Parker & Moore define it more narrowly as the careful, deliberate determination of whether one should accept, reject, or suspend judgment about a claim and the degree of confidence with which one accepts or rejects it.” (Wikipedia)

A Communications of the ACM deste mês trás um artigo interessante escrito por Samuel Greengard, entitulado: “Estamos perdendo a nossa capacidade pensar criticamente?”:

Em uma era de computadores, video games e a Internet, há uma preocupação crescente em relação à forma com que a tecnologia está influenciando a nossa capacidade de pensar criticamente e se a sociedade está se beneficiando disto.

O texto ainda ressalta que, apesar de conseguirmos armazenar e categorizar uma quantidade cada vez maior de informação, é impressionante o quão pouco isto melhorou a qualidade do nosso pensamento/raciocínio. Dentre outros fatores prejudiciais ocasionados pela avalanche de informações estão a ênfase na mídia de tempo real e na realização de várias tarefas ao mesmo tempo, ao invés de nos focarmos em uma coisa de cada vez, o que, a experiência comprova, permite um melhor entendimento do problema e refinamento de sua solução ou julgamento.

“Grande parte da mídia visual é mídia em tempo real que não fornece tempo para a reflexão, análise ou imaginação” (Patrícia Greenfield,  em relação ao declínio dos níveis de leitura como forma de lazer)

Um outro exemplo, na mesma linha, pode ser observado ao se fazer uma busca. Muita gente vai ao google, olha os três primeiros resultados e pronto. Com que frequência você avalia a possibilidade de um dos outros vários buscadores possuírem resultados mais relevantes ou em maior quantidade? É verdade que por um bom tempo o Google foi imbatível, mas recentemente outros players têm se aperfeiçoado, obtendo bons resultados, mesmo que sejam em nichos. Neste contexto, eu recomendo o artigo: “Five Slick Search Engines You Should Know About“, em que são apresentados cinco buscadores com funcionalidades que muito provavelmente irão surpreendê-lo. O Scour, por exemplo, até paga para os seus usuários avaliarem os resultados das buscas!

Voltando ao assunto inicial, para os assinantes da ACM, há até mesmo um curso online com o propósito de melhorar a nossa capacidade de pensar criticamente: Critical Thinking Skills. Isto é apenas mais um indício de uma forte carência deste tipo de habilidade nos profissionais modernos, que obviamente sempre existiu, mas que ganha maior evidência conforme é atribuído mais valor à informação e à tomada de decisões na nossa sociedade.

Por fim, Greengard aponta que é muito simples assumir uma postura monolítica em relação às novas tecnologias, mas na realidade elas podem ser boas ou ruins. Um jogo pode muito bem promover o pensamento crítico em seus jogadores, enquanto seguir uma quantidade enorme de links relacionados durante uma pesquisa pode impedir o pensamento mais profundo a respeito do tópico em questão.

July 9, 2009   No Comments

E-mail addict? Aprenda a usar os atalhos do Gmail

Uma funcionalidade que eu sabia que existia, mas nunca havia parado para dar uma olhada no Gmail, é os atalhos de teclado. O mais legal é que dá pra fazer TUDO que pode ser feito através da interface e até algumas coisas a mais.

Se você é, como eu, viciado em e-mails (telefone pra quê, né?) e listas de discussão e já acha que o Gmail é praticamente um sistema operacional, creio que aprender a usar os atalhos pode te salvar um bom tempo, ou pelo menos dá a impressão de ser mais eficiente. Na pior das hipóteses, é muito mais geek, o que já seria uma ótima justificativa por si só :D

Basta habilitar os atalhos nas configurações do Gmail (não testei na versão em português, usar o Gmail em português é o mesmo que comprar uma ferrari com limitador de velocidade) e ir apertando as letrinhas. Com o tempo você já vai ser um ninja que organiza, lê e envia e-mails e um tapa. Os atalhos que eu achei mais exóticose/ou úteis: m, /, a e y.

Ha! Dá para personalizar os atalhos também, basta habilitar a opção Custom keyboard shortcuts do Gmail Labs. The sky is the limit!

Por fim, se o seu vício em e-mails está atrapalhando a sua produtividade, o primeiro passo é admitir que você precisa de ajuda. Feito isto, você pode procurar coisas que possam ao menos amenizar os danos. Você pode habilitar a opção “Email Addict” do Gmail Labs, por exemplo. Se o seu problema é organização da inbox, o 43folders sempre pode te dar uma ajuda. Agora, se você está no fundo do poço, leia isto.

June 24, 2009   No Comments